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O Dia da Terra foi celebrado pela primeira vez em 1970. Foi assinalada esta data - que, felizmente, continua a sê-lo, a cada ano que passa, de forma mais assertiva - para consciencializar cada um de nós para a importância de apoiarmos a protecção ambiental. À época muitos de nós não eram nascidos, e muitos de nós não sabiam nada do que acontecia "lá fora". À época muitos de nós viviam "para dentro" porque o regime em que nos encontrávamos assim o exigia. À época, para nós portugueses, isto não fazia sentido nenhum, porque o sentido era só um e ai de quem o contrariasse. Ainda que nós, portugueses, não tivessemos a mínima noção, em 22 de Abril de 1970, nos Estados Unidos da América, e um pouco por todo o mundo onde não se vivia em ditadura, milhares de pessoas saíram à rua para se manifestarem: era urgente parar ou minorizar o impacto de 150 anos (sim, cento e cinquenta!) de desenvolvimento industrial. Entretanto passaram outros 50 anos e parece que está quase tudo na mesma "como a lesma". Ou será que não?
 
 

O Dia da Terra é hoje um acontecimento global, marcado pela participação de indivíduos de todo o mundo com um mesmo objectivo: proteger a terra das agressões que nós humanos lhe temos vindo a inflingir ao longo das últimas décadas. É um dia de acção, de consciencialização. É dia de agir. É dia de questionar. Dia de reflectir.

 

 

A verdade é que o tempo se está acabar. Andamos há demasiadas décadas a brincar com um assunto tão sério como este, em prol do tal do desenvolvimento económico.
 
 
As escolhas diárias de cada um de nós afectam sempre o nosso planeta. Não interessa se a uma escala maior ou menor. Afectam. Ponto. O que pudermos fazer para reduzir o nosso impacto negativo nesta nossa breve passagem deve ser levado bastante a sério. Não somos gurus da sustentabilidade mas estamos activamente empenhados em deixar um legado melhor que do que aquele que encontrámos quando iniciámos este nosso projecto que tanto tempo toma nas nossas vidas.
 
 
Na nossa área em concreto - a alimentar - insistimos muito na questão das escolhas conscientes. E há algumas que podem começar já a ser feitas. 
 
➡️  Sempre que possível opte por escolher alimentos frescos de produção local e sustentável. Se não o conseguir fazer escolha um intermediário de confiança. O ideal será sempre conhecer o seu agricultor. Ou vários. Se for um dos verdadeiros, um dos sérios, não terá qualquer pudor em falar consigo sobre as suas práticas agrícolas. Os nossos falam e discutem e entreajudam-se. Os outros vão aos mercados abastecedores (nós sabemos porque vendemos num e não somos cegos) e dizem que é "daqui". Alimentos frescos de produção local e sustentável encontram-se junto dos produtores e o nosso núcleo tem, pelo menos, doze. Em conjunto reduzimos a pegada ecológica, fazemos chegar produtos frescos a mais pessoas e garantimos que os produtos que entregamos são de durabilidade superior à que se encontra disponível nas prateleiras dos sítios que vocês já sabem. Só isto, por si só, faz com que o desperdício alimentar seja inferior. 
 
➡️ Falando em desperdício alimentar: evite-o a todo o custo. Na realidade não é difícil, requer apenas muita prática. Sabe os talos dos brócolos que nunca usa? Pode começar a usá-los na base das suas sopas. Sabe as casquinhas das batatas? Existem mil receitas para aproveitamento das mesmas. Sabe as folhinhas da couve-flor? Pode fazer um esparregado ou juntá-las em juliana a um puré de batata. São milhentas as opções, basta que perca um bocadinho de tempo a pesquisar ou trocar ideias com os colegas de trabalho ou com os amigos ou com a família ou com eles todos. No fim, não perde nada. Só ganha.
 
➡️ Diga não aos sacos plásticos. No caso de dizer sim: higienize-os e volte a utilizá-los. E nisto chamamos a atenção para um defeito nosso: as nossas batatas e as nossas cebolas seguem sempre em saco plástico. E os agriões também. Estes últimos porque precisam de água no fundo do saco para não engelharem. Os primeiros porque não devem apanhar humidade - só assim conseguimos garantir a sua qualidade e durabilidade. Acondicione os tubérculos sempre fora do saco utilizado no transporte. E devolva-nos sempre o saco. Que nós higienizamos e voltamos a utilizar :)
 
 
 
Porque o que serve para fora, também serve cá para dentro, diariamente, na Dona Horta, estamos empenhados para que não haja desperdício ou, no caso de não conseguirmos, então que este seja o menor possível:
 
➡️ as folhinhas que sobram das nossas crucíferas, tubérculos que já não se encontram em condições, cascas e afins, são colocadas em palotes próprios e devidamente encaminhadas para alimento de galinhas, ovelhas e cabrinhas;
 
➡️ higienizamos e reutilizamos todas as embalagens que temos (e também as que nos são devolvidas mesmo que sejam da concorrência);
 
➡️ separamos e encaminhamos para reciclagem todas as embalagens que não podemos voltar a utilizar;
 
➡️ mensalmente publicamos um artigo de nutrição, em parceria com a Ana Pires, para ajudar os nossos amigos e fãs a terem acesso a informação fidedigna sobre algumas das suas escolhas alimentares, orientando para que estas sejam as melhores em função das necessidades de cada um.
 
 
Escolhas conscientes e informadas promovem não só um menor desperdício dos alimentos como também uma alimentação mais saudável. Tanto a primeira premissa como a segunda contribuem para que a nossa mais que tudo - a Terra - recupere dos danos que nós humanos lhe temos causado nas últimas décadas. Já pensaram se todos fizéssemos assim?
 
Grão a grão :)
 
 
Fontes:
 
 
 

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Dona Horta

A Dona Horta é um serviço de entrega de produtos frescos, naturais e saudáveis. Preparamos todas as semanas cabazes de fruta e hortaliças da época e entregamos em locais e horários pré-definidos. Este método único reduz significativamente a pegada ecológica associada à distribuição e promove uma maior aproximação entre consumidores e produtores nacionais. Mas mais importante, a Dona Horta ajuda a melhorar a dieta e bem estar da sua família. Tudo o que precisa de fazer é saborear o melhor da nossa terra, pois nós tratamos do resto! Visite-nos em www.donahorta.pt