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Olá :)

Estamos a ficar histéricos com o Carnaval. Ai. O nosso Paulo, mestre da fresa, trata-nos dos terrenos a ouvir as Marchinhas da Nazaré, a nossa Joana já pôs o baú dos disfarces a assoalhar e, isto não tem volta a dar, vai ser a loucura (como é sempre aqui para os lados de Alcobaça). Enquanto isso, andamos feitos loucos a arrancar ervas daninhas à mão, a regar (sim, ainda estamos em Fevereiro mas não nos podemos descuidar), a escolher o sítio onde vamos semear as rúculas e a ver se conseguimos safar uma cultura de couves que já esta cheia de um bicharoco que era suposto só aparecer no Verão.

Escolhemos como produto da semana as couves-portuguesas. Daqui para diante elas vão dar uma folga no menu porque começam a querer espigar. Esta é a semana de as aproveitar, ok?

Notas às entregas na semana do Carnaval (a próxima, não esta):

-  não há entregas em Lisboa;
- as entregas de terça-feira (Leiria e Marinha Grande) serão efectuadas na quinta-feira (dia 7 de Março);

- as habituais entregas de sexta-feira mantêm-se tal e qual.

 

Agora sim, os nossos mais-que-tudo desta semana:

 

Cabaz Grande - batata, cenoura, cebola, curgete, alface, tomate, couve-portuguesa, agrião, kiwi, laranja e maçã.

 

Cabaz Médio - batata, cenoura, cebola curgete, alface, couve-portuguesa, kiwi e laranja.

 

Os produtos disponíveis para troca estão disponíveis ao fundo da página de cada cabaz no nosso super site de encomendas!

 

Em promoção, esta semana, temos clementinas e couve-coração.

 

Se perdeu a sua password e precisa de ajuda fale connosco!

 

Até breve :)

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A vitamina C (ou ácido ascórbico) faz parte de um rol de vitaminas essenciais ao bom funcionamento do organismo. Reforçar o sistema imunitário é umas das suas muitas funções, ao contrário do que se acredita.

 

Porém, tal como tudo na vida, para que esta possa exercer o seu potencial máximo tem de ser consumida na dose correcta.

 

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*Foto: instagram da @donahorta

 

A dose diária recomendada, para a população adulta, varia entre 75 a 90 mg. Para grupos de risco, tais como, idosos, fumadores, alcoólicos, grávidas, lactantes e doentes crónicos este valor aumenta pois possuem necessidades acrescidas.

 

Como tal, quem não ingere as quantidades necessárias desta vitamina pode sentir, em casos ligeiros, fadiga, mal-estar e inflamação das gengivas. Um deficit maior de vitamina C pode originar escorbuto, que para além dos sintomas já descritos acresce depressão, inchaço e sangramento das gengivas, enfraquecimento ou perda de dentes.

 

Doses elevadas de vitamina C (a partir de 2000mg/dia) provocam náuseas ou diarreia e interferem na interpretação de alguns resultados dos exames de sangue. Isto deve-se ao facto do organismo só absorver e utilizar o necessário desta vitamina, eliminando o excesso. Consequentemente, quanto maior for a dose consumida, maior a dificuldade do organismo excreta-la pois está sobrecarga, interferindo com outros sistemas no organismo.

 

A vitamina C tem variadas funções tais como:

 

 - Substância fundamental na formação de colagénio, que por sua vez dá firmeza e elasticidade aos tecidos como a pele, músculos, paredes das artérias e veias, o que ajuda no controlo da tensão arterial e na prevenção de celulite, estrias e rugas;

 

- Acelera as defesas do organismo, protegendo os glóbulos brancos da oxidação e aumentando o seu tempo de vida;

 

- Contribui para a síntese de algumas hormonas e alguns neurotransmissores.

 

Uma das maiores qualidades da vitamina C passa por favorecer a absorção de ferro proveniente da alimentação, por isso é recomendável que se consumam alimentos ricos em ferro e vitamina C simultaneamente.

 

Para que o corpo possa tirar partido a 100% desta vitamina - a C - existem certas regras chave para consumir os seus alimentos. É que esta vitamina é do tipo hidrossolúvel o que significa que é solúvel em água e extremamente sensível à acção do calor, perdendo-se facilmente na água. Logo, quando consumidos o típico sumo de laranja natural, não estamos a ingerir toda a vitamina C que aquelas laranjas nos poderiam fornecer no seu estado intacto. O consumo dos alimentos ricos em vitamina C deve ser no seu estado cru/natural. A refrigeração, exposição ao ar e a luz também influenciam negativamente a quantidade de vitamina C disponível. 

 

Sabiam que 100g de salsa tem mais vitamina C que 100 g de laranja?! Na tabela em baixo conseguimos saber quais os alimentos com maiores quantidades desta vitamina.

 

100 g de alimento cru

Quantidade de vitamina C mg/100g

 Salsa

220

Couve galega

148

Couve de bruxelas

115

Grelos de nabo

94

Pimento

90

Couve Portuguesa ou Penca

90

Grelos de couve

79

Agrião

77

Toranja

73

Couve flor

73

Kiwi

72

Papaia

68

Couve Lombarda

67

Coentros

63

Laranja

57

Couve roxa

57

Limão

55

Castanha

51

Morango

47

Brócolos

41

Couve branca

40

Clementina

40

Nectarina

37

Espinafres

35

*Fonte: Tabela de composição de alimentos, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, 2006

 

Dicas Culinárias:

 

1 - Quando utilizar a salsa ou coentros, não desperdice o caule pois tem a maior quantidade de vitamina. Pique, e na hora de servir a sopa, coloque e consuma.

 

2 - Dê nova vida às suas saladas utilizando, alternadamente, folhas de agrião ou espinafres ou salsa ou coentros.

 

3 - Misture frutas nas suas saladas ou pratos;

 

4- Experimente temperar a salada com azeite e sumo de limão ou sumo de laranja;

 

5- Quando cozer as couves ou brócolos, não desperdice a sua água de cozedura. Utilize essa água para fazer sopa ou cozer massa ou batata ou arroz.

 

Até breve!

 

Ana Pires

(nutri 100stress)

 



 

 

 

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Façam barulho, batam palmas, façam-se ouvir que nós, por cá, também!

 

A Ana Pires é nutricionista de formação e de coração. Formada em 2006, na UALG, defende que "a alimentação deve ser a mais natural possível, privilegiando sempre a máxima "descascar mais, desembalar menos".

 

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Ficamos muito, mas mesmo muito felizes com esta união, que trará a todos os que nos seguem, que nos leêm, que nos dão força e coragem (que às vezes também precisamos, ora essa!), para continuar com este projecto, nas suas palavras "tão bom e espectacular como a Dona Horta", mais e melhor informação, mais sobre aquilo que realmente comemos.

 

Amanhã, meus amores, sai o primeiro artigo. Esperamos que seja o primeiro de muitos!

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Olá :)

Frescura, frescuraaaaa é o que se quer e nada há mais representativo disso mesmo que os nossos agriões. Os danados são óptimos em saladas, em omeletes (pois, aquele prato difícil de fazer quando se chega tarde a casa, vindos do trabalho, acontece-nos muito), em sopinhas deliciosas e até há quem com ele faça bolos. Ai não acreditam? Pois acreditem.


Acreditem também que esta semana as ervas aromáticas estão de greve mas quem não está de greve tão depressa são as nossas mega lindas, mega óptimas, mega crocantes maçãs (royal gala). Sabemos que não são a mesma coisa - que uma ervinha aqui e ali faz sempre falta (estamos a falar de aromáticas, sim?) - não se substituem umas às outras mas a nossa maior riqueza é poder falar disto com clareza, acreditando que para a semana tudo volta ao normal. Que remédio. E que remédio :D


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Cabaz Grande - batata, cenoura, cebola, nabo, agrião, alho-francês, brócolo, alface, pêra, kiwi e maçã royal gala.

 

Cabaz Médio - cenoura, cebola, nabo, agrião, alho-francês, alface, pêra e maçã royal gala.

 

Até breve :)

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Olá!


Lembram-se de dizermos que tínhamos mais uma parceria em banho-maria? T-E-M-O-S e está quase quase no ponto.

Enquanto ela não chega, e porque vai dar o ar da sua graça nos meios que usamos para nos comunicarmos - mas não esperem que seja a Ana Cristina a atender o telefone, vai continuar a ser a Mónica, a Celeste ou a mal-disposta da Joana - vamos lá concentrar-nos nos cabazes desta semana!

Temos:

- alfaces muito espevitadonas, criadas na rua ao abrigo de tudo quanto é Helenas desta vida;

- couves-lombarda muito viçosas, criadas na rua, viradinhas à Nazaré. Estas não tiveram a "sorte" de serem pisadas por javalis mas foi mesmo isso: sorte (viram o nosso espanta-javalis medieval? não viram? os javalis viram. e nós vamos voltar a publicar).

- pêra rocha (nós sabemos que já tinham saudades), para comer à dentada ou para um delicioso crumble de pêra (e acabámos de nos descair com o que vai sair no menú);

- amor, carinho, sorrisos e gargalhadas, para ver se enxotamos de vez tanto frio e tanto vento e tanto pingalhar que tanto nos trocaram as voltas esta semana (queríamos ir lavrar e não fomos). 

Acham que chega? ;)

Até breve :)

PS1 - Jennifer, recebido o recado, O-BRI-GA-DA :D

PS2 - Alguns cabazes podem levar, ou não, uns caracóis. Dois, no máximo, vá. É que eles às vezes são mais rápidos do que nós e preferem ir a toda uma nova aventura até às vossas casas. Perdoem-nos, não fazemos por mal. 

 

PS3 - O mais importante desta publicação: a composição dos cabazes!

 

Cabaz grande - batata vermelha, cenoura, curgete (1 un), alface (1 un), couve-lombarda, nabiça, alho seco, maçã royal gala, pêra rocha, tângera e salsa.

 

Cabaz médio - batata vermelha, cenoura, curgete (1 un), alface (1 un), couve-lombarda, pêra rocha, tângera e salsa.

 

Pode encomendar qualquer um dos dois (ou apenas produtos extra) aqui :D

 

Até jáaaaaaaa!

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Esta semana os cabazes, sejam eles médios, sejam eles grandes - e a menos que não queiram mas achamos que vão querer muito! - levam kiwis! É mesmo este o produto especialíssimo desta semana, uma verdadeira delícia, delícia essa que chegou até nós via Delícias do Tojal!

 

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É certo que os kiwis não nascem em cuvetes e certo é que nem todos têm o mesmo tamanho. Mas não é por serem mais pequenos, ou mais tímidos, que não são bons. Muito pelo contrário. O desperdício zero é uma das nossas lutas de há anos e tentamos incutir a quem nos lê e a quem nos segue e a quem encomenda cabaz que é importante valorizarmos o que é nosso - sempre português - independentemente daquilo que a natureza foi capaz de criar, maior ou mais pequeno.

 

Cabaz Grande - batata vermelha, cebola, cenoura, alho-francês, brócolo, couve-portuguesa, alface, maçã royal gala, tângera, kiwi e ervas aromáticas.

 

Cabaz Médio - batata vermelha, cenoura, alho-francês, brócolo, couve-portuguesa, maçã royal gala, kiwi e ervas aromáticas.

 

Quer encomendar um? Encomende aqui :)

 

Até já!

 

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Adoramos abóbora de todas as maneiras e feitios, seja para doces, seja para salgados, seja para estufados!

A abóbora menina que temos disponível para preparação desta receita é a menina (variedade) e foi o produto da semana, no decorrer da segunda (semana) de 2019. 

 

Como vos falámos antes, na nossa newsletter e também na nossa publicação via Facebook, a nossa plantação de abóboras de 2018 (sim, e a colheita também é desse ano, que carinhosamente armazenamos para dar para largos meses) sofreu logo ao início, uma praga de míldio antecedida de uma adaptação muito complicada das mudas das plantas ao solo. Não tivémos a produção esperada mas tivemos alguma e tem dado para o gasto. Ainda assim, conseguimos ter abóboras de polpa bastante laranjinha, com muito sabor, muito boas quer para compota quer para sopa. E é sopa que vos vamos dar esta semana :)

 

Ingredientes:

400 gramas de abóbora, sem casca, já cortada aos cubos

1 cebola grande, descascada, lavada e escorrida, cortada em gomos

2 dentes de alho, descascados, lavados e escorridos, cortados ao meio

1 folha de louro, lavada

1 lata, das de 400 ml, de leite de côco

1 colher, das de café, bem cheia de caril em pó

4 pés de coentros lavados, bem escorridos e picados

1 colher, das de sopa, muito generosa de manteiga

1 mão cheia de croutons ou pão torradadinho cortado em cubos (preferimos esta última opção e é a que usamos em nossas casas, para aproveitarmos pão que nos sobra)

sal grosso a gosto

pimenta preta moída grosseiramente

 

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Começamos por colocar a manteiga, sem medos, na panela da sopa. Seguimos com a panela para o lume (médio alto) e, quando a manteiga derreter, juntar a folha de louro, a cebola, o alho e a abóbora. Deixa-se refogar até que a cebola e a abóbora mudem de cor. Junte-se então o caril e sal grosso, perfume-se a cozinha e junte-se água quente de forma a que cubra a abóbora e não mais. Baixa-se o lume para médio e deixa-se que coza por 10 ou 12 minutos. Passado esse tempo, utilize-se a técnica infalível do garfo para se certificar que a abóbora está cozida. 

 

Quando a abóbora estiver como se quer - cozida, portanto - retira-se a folha de louro e tritura-se até fazer um puré, sem quaisquer grumos. Junta-se então o leite de côco e pimenta a gosto e, quando a sopa levantar fervura, está praticamente pronta, restando-nos agora completar a restante guarnição e saboreá-la bem quentinha.

 

Distibui-se a sopa pelos pratos fundos de cada um, perfuma-se com os coentros e reforça-se com o pão torrado. Um mimo!

 

 

 

 

 

 

 

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Têm-nos acompanhado nas redes sociais? Não? Mas deviam :)


E porquê, perguntam vocês? Porque - respondemos nós - tem sido nas redes sociais que temos publicado as receitas da semana, as novidades, o que andamos a fazer (e como), e alguns artigos pertinentes sobre agricultura e alimentação saudável.


Dá-nos muita alegria a partilha de todas estas coisas e não é pelos gostos, nem pelas partilhas. É porque achamos (cada vez mais) importante a disponibilização de conteúdos que tornem todas as pessoas mais informadas, alerta e conscientes. Por isso, esta semana lançamos-vos um repto: gostávamos de ouvir da vossa parte o que nos está lá a faltar, o que podemos melhorar, aliás, não só lá, mas no site, na preparação das encomendas, na recolha das mesmas. Porque isto, em boa verdade, só faz sentido com a participação e o contributo de todos. Termos noção das nossas limitações e querer transformá-las em aspectos positivos é meio caminho andado para ampliarmos o serviço que prestamos e fazer chegar este nosso projecto à excelência. E, sem vocês, não faz sentido. E nós queremos que faça :)

 

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Dá-nos igual alegria, continuar com as nossas parcerias e também nelas temos trabalhado, tanto nas que já vêm de anos interiores, como nas que hão-de vir. Quanto a estas últimas não podemos dizer mais nada. Quanto às anteriores, podemos dizer que o rei e senhor dos cabazes desta semana é o cogumelo branco, que não é de Paris, é da Ataíja. O Nelson - produtor - tem sido incansável (não nos cansamos de dizer isto) e estamos muito contentes com o seu contributo para que o leque de oferta de produtos disponíveis continue a crescer. É que, apesar de no cabaz preferirmos enviar os branquinhos clássicos, temos também disponíveis, para encomenda extra-cabaz, cogumelos portobello e pleurotos. 

 

Cabaz Grande - batata vermelha, cenoura, cebola roxa, cogumelos brancos, alface ( un), pimento vermelho, agrião, maçã royal gala, kiwi e limão.

 

 

O médio não leva alface, nem pimento vermelho nem tângera.

 

 

O link para encomendas é este aqui!

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Poizé! Retomamos a rubrica das receitas que tem andado meio apagada. De Inverno é-nos mais fácil fazer estas coisas porque o dia vai-se mais cedo e somos obrigados a recolher à medida que o sol se vai... 

Assim, trabalhamos mais no sofá - que também temos um, ora essa :) - e pomos em dia as tarefas que, ainda que por vezes fiquem para trás, são igualmente importantes.

Esta receita de sopa de feijão dá um bocadinho trabalho, quanto mais não seja porque o feijão exige preparo. E é aqui que vamos ser muito chatos!

 

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O feijão que costuma ir nos cabazes é, por nós, carinhosamente chamado de feijão seco. Este feijão deve ficar de molho em água fria de um dia para o outro. E é logo todo, não caiam no erro de conservar metade para uma próxima cozedura porque só vão sujar mais uma panela e gastar mais água e energia.

No outro dia (ou seja, no dia seguinte ao feijão ter ficado de molho), escorre-se o feijão da água e não se aproveita essa água, sim? Coloca-se o feijão numa panela (se for de pressão, melhor!) coberto com água, uma cebola (descascada, sim?, mas pode ser inteira), uma folha de louro e sal. E deixa-se cozer. Quando estiver cozidinho, retira-se do lume e deixa-se arrefecer. E, para acondicionar (só quando já estiver frio), sugerimos que faça assim: escolha quatro recipientes, dois maiores e dois mais pequenos. Já vai perceber porquê!

Divida o feijão já cozido pelos quatro recipientes (o recipiente pequeno leva menos do que o grande, ok?). Reserve um grande e um pequeno para fazer esta sopinha hoje e congele os outros dois (que serão um grande e um pequeno) para fazer a mesma sopinha noutro dia que lhe apeteça.

Pronto, a parte chata já está!

 

Ingredientes:

1 cebola média, descascada e cortada em cubos

1 batata média, descascada e cortada em cubos

1 dose + 1/2 dose de feijão seco já cozido

1 cenoura grande, com casca (sim!) e cortada às rodelas

2 tomates com rama grandes, daqueles bem vermelhos e carnudos, como costumamos ter sempre (não se aproveita a rama, os tomates cortam-se em quatro ou em oito, como preferirem

2 dentes de alho, descascados

3 pés de coentros, lavadinhos e picados

1 mão cheia de cotovelinhos (massa)

azeite e sal a gosto 

 

Numa panela alta, colocar azeite (não tape só o fundo finamente, ponha mais um bocadinho). Quando este aquecer juntar a cebola, o alho, a cenoura, o tomate e a batata, para que refoguem no azeite. É nesta parte que começa a vir aquele cheirinho da cozinha da avó, asseguramos. Vá mexendo para não pegar e quando a misturada começar a mudar de cor verta para junto dela água quente (sim, quentinha, a mais quentinha que conseguir), até que todos os ingredientes fiquem cobertos de água. Junte sal, tape a panela e deixe cozer dez minutos em lume médio. Passado este tempo junte o recipiente maior de feijões! Deixe cozer mais cinco minutinhos ou até a batata e a cenoura começarem a ficar tenrinhas. Logo que isto aconteça, tire a panela do lume e triture. Rectifique de sal e volte a colocá-la ao lume (médio). Quando começar a ferver junte-lhe os cotovelinhos e os feijões do recipiente mais pequeno, coloque o lume no mínimo (para os cotovelinhos não se pegarem ao fundo da panela, pois!) e espere mais um bocadinho, só até que os cotovelinhos cozam (normalmente dez minutos chegam). 

Antes de servir esta sopinha a fumegar junte-lhe os coentros picados. Adoramos uma boa pratada desta sopa supimpa acompanhada com fatias de broa de milho, aquela que a Cristina amassa como ninguém. Experimentem. Vale mesmo a pena.

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Nem sempre conseguimos ter ervas aromáticas no cabaz da semana mas conseguimos sempre ter um variado leque delas para encomenda extra!

 

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Estas são as sete magníficas sempre disponíveis (salvo intempérie, pois claro, não vá vir uma rabanada de vento ou uma enchurrada de lama pelo cabeço abaixo que as soterre), que para além de terem cada uma delas um cheirinho particular (e óptimo, diga-se), conseguem dar a qualquer cozinhado um sabor ainda mais especial:

 

- Salsa - coitada, ninguém dá nada por ela. Mas fiquem a saber que esta menina no arroz de cenoura fica divina! E nas omoletes? Ai! Nem pensar em falhar! Semeamos todos os meses e os nossos solos são perfeitos para que ele se crie linda, viçosa e cheia de graça.

 

- Coentros - amados por uns, odiados por outros, em casa da Joaninha nunca faltam (faltam outras coisas porque em casa de ferreiro o espeto, às vezes, é de pau). Seja para o guacamole com abacates do Algarve (é!) ou para o arroz de peixe (que a magana não é muito dada à carne),  fazem toda a diferença. São, no entanto, os que temos mais dificuldade em cultivar, porque espigam (ficam com umas folhinhas remelosas e raquíticas na base do tronco). Quando estão muito bonitos, lá nos campinhos, às vezes ganham pernas. Ainda assim, são difíceis de apanhar, principalmente se a terra estiver muito húmida (leia-se lama). 

 

- Hortelã - já ouvimos para aí umas pessoas dizer que na canja metem salsa. Podem meter à vontade. Nós metemos hortelã e metemos muita. No arroz de tamboril (quando lhe podemos chegar), com coentros, também lhe juntamos umas folhas picadas e o mesmo fazemos à pasta de requeijão e limão. Fica ainda mais fresca e os miúdos a-do-ram.

 

- Erva Príncipe - ou erva dos gatos, vendemos para os dois propósitos, pois não queremos os vossos bichanos a passar mal com saudades de mascar esta linda plantinha. Adoramos ir à noite apanhá-la (sim, às vezes fazemos isso) porque no sítio onde está há calmarias: quase sempre um céu estrelado e quase sempre nenhum frio. Ficamos ali com um ar meio parvo a olhar para ontem mas saímos de lá com um quentinho no coração inacreditável, é um sítio mesmo mágico! É uma erva pouco exigente para connosco que nos serve sempre um chá supremo! 

 

- Salva - com esta menina nem o sal se mete. Ou melhor, se meter, que se meta pouco, senão é capaz de dar caldeirada. Sim, isso mesmo, em pratinhos com peixe esta menina é raínha. Caldeirada (outra vez), massada, sempre nessa linha. Diz que também vai bem com carnes mas às horas que andamos a chegar a casa ainda não conseguimos experimentar.

 

- Alecrim - é a erva aromática que nos dá menos trabalho porque até podemos esquecer-nos de a regar, confessamos. Apesar de existirem muitas pessoas alérgicas ou intolerantes às batatas (mas só porque nunca provaram das nossas) é nelas que utilizamos este arbusto (sim, é um arbusto!). Custa um bocadinho a colher porque temos de levar artilharia pesada (às vezes uma tesoura de poda) mas no fim (de cada garfada) vale todo e qualquer esforço.

 

- Tomilho - é usá-lo nos estufados, principalmente nos vegetarianos,  aqueles semelhantes aos do médio oriente, que levam tomate, cenoura, cebola, beringela. É muito amigo de atum e de polvo e das carnes em geral. Nós adoramos colhê-lo: está num sítio abrigadinho e virado ao sol e as nossas mãos ficam com um cheirinho fresco incrível. 

 

Então e agoram digam-nos lá! Qual a vossa preferida? Como utilizam cada uma delas? Surpreendam-nos! 

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Dona Horta

A Dona Horta é um serviço de entrega de produtos frescos, naturais e saudáveis. Preparamos todas as semanas cabazes de fruta e hortaliças da época e entregamos em locais e horários pré-definidos. Este método único reduz significativamente a pegada ecológica associada à distribuição e promove uma maior aproximação entre consumidores e produtores nacionais. Mas mais importante, a Dona Horta ajuda a melhorar a dieta e bem estar da sua família. Tudo o que precisa de fazer é saborear o melhor da nossa terra, pois nós tratamos do resto! Visite-nos em www.donahorta.pt



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