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Em tempos, já idos, tivemos um pomar de pêssego maracotão num sítio com vista de mar. Lembramo-nos bem. Tinha uma vista soberba sobre os campinhos e ali existia também um pinheiro manso gigante. Ou, se calhar, éramos nós muito pequenos e a dimensão das coisas era outra.

 

Em tempos, já idos, tivemos de arrancar o pessegueiral, porque as árvores começaram a ficar velhas e porque as quotas europeias assim o exigiam. 

 

Nestes tempos, os de hoje, temos saudades de ir a esse pessegueiral, temos saudades daqueles pêssegos amarelos e grandes que tínhamos. E, por esse mesmo motivo, somos esquisitos com pêssegos como poucos.

 

Tem sido difícil encontrá-los com a qualidade que desejaríamos mas temos sido resilientes, preserverantes e pacientes. Fomos então, depois de uma longa busca pelos mesmos, presenteados com pêssegos espectaculares, directamente das Fazendas de Almeirim. E não pensem que nos chegaram só os tais dos pêssegos amarelos. Vieram em rosa e vermelho também, em bom português, ao gosto do freguês.

 

Temos, a partir de hoje, três variedades de pêssego disponíveis na nossa loja online para seguirem directamente para vossas casas junto com a encomenda do cabaz. Para já só conseguimos assegurar estes meninos nas encomendas extra, pois não há fartura dos mesmos. E porque honramos os compromissos com quem nos estima conseguimos umas caixas extra (de pêssego amarelo) que vamos dispensar à Loja da Cooperativa Agrícola de Alcobaça amanhã. Corram, porque os nossos meninos (pêssegos) voam!

 

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Até breve!

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Não existe melhor tradição portuguesa do que a existente nos Santos Populares: uma sardinha assada, em cima de uma fatia de pão de mistura ou broa, acompanhada de salada de pimentos (assados ou crus), regada com vinho tinto ou cerveja. A maioria das pessoas com quem contacto, entra em desespero pois com esta refeição sentem que vão “sair da estrada” do objectivo de perda de peso, mas será que estão?!?

 

chris-lawton-99165-unsplash.jpgPhoto by Chris Lawton on Unsplash

 

Ora vejamos:

  1. Antes de ir para a festa dos Santos Populares, podemos consumir um prato de sopa de legumes;
  2. Na festa, se consumirmos 2 a 3 sardinhas (à volta de 100g) e 2 fatias de pão de mistura ou de broa (cerca de 90 g), estamos a consumir as porções corretas de carne/pescado/ovo e de cereais e derivados, como nos demonstra a roda dos alimentos;
  3. Ao acompanharmos com a salada de pimentos (assados ou crus), temperada com pouco sal e azeite, estamos a consumir pelo menos meia porção de hortícolas (90g);
  4. Se escolhermos a água como bebida de eleição para acompanhar este manjar, conseguimos não nos desviar dos ensinamentos da roda dos alimentos. Caso escolhamos as bebidas alcoólicas devemos restringir o consumo a 1 copo de 0.33cl de vinho tinto (mulheres) ou 2 copos de 0.33cl de vinho tinto (homens);
  5. Caso peça sobremesa ou fruta para consumir no final da refeição, o ideal é dançar toda à noite para que haja o máximo de gasto energético possível, e acima de tudo diversão e socialização!

 

O que falta realçar é que 100g de sardinha não muito gorda tem cerca de 2.7g de ácidos gordos poliinsaturados. São ácidos gordos poliinsaturados os ómega-3, ómega-6 e ómega-9. Este género de ácidos gordos regulam a resposta inflamatória do nosso corpo, estimulam o bom funcionamento do cérebro, e têm um papel fundamental nos processos de crescimento, desenvolvimento e reparação do corpo.

 

Conclusão:

Em caso de festarola de Santos Populares, consuma 1 tigela de sopa de legumes antes da festa. Restrinja o consumo de 2 sardinhas, acompanhadas de 2 fatias de pão de mistura ou broa e salada de pimentos (assados ou crus) e prefira a água como bebida de acompanhamento. De seguida, e porque festa é diversão, dance toda a noite e divirta-se.

 

Até Breve!

Ana Pires

(Nutri 100stress)

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Olá, Olá!

 

A nossa faz tudo de serviço já chegou e é ela que vos escreve de um quintal luminoso com vista para a Nazaré. É que dias como estes não há sempre.

 

Enviamos, esta semana, a newsletter um nadinha mais tarde que o habitua - e pedimos desculpa, óbvio! - mas foram dias passados lá longe para recarregar energias (positivas!) e distrair um bocadinho das semanas loucas que temos tido por aqui.

 

Programar estas coisas (de enviar mensagens supimpas para os melhores clientes do mundo, vocês!) entre aeroportos, engarrafamentos de ovelhas e trilhos pelas montanhas mais bonitas do Leste não dá muito jeito.

 

Loucas andam também as nossas couves-flor. Louca, lindas e muito, muito saborosas!

 

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(foto da Dona Horta, se a utilizarem por favor identifiquem-nos!)

 

Cabaz Grande - batata nova, cenoura, cebola nova, couve-flor, alho-francê, couve-lombarda, alface frisada, tomate, alperce, laranja e maçã vermelha.

 

Cabaz Médio - cenoura, cebola nova, couve-flor, couve-lombarda, alface frisada, tomate, laranja e maçã vermelha.

 

 

Novidades:

 

- cerejas espectaculares de uma variedade que não há todos os anos. São grandes, rijas, de boa cor e viciantes, directamente da Gardunha.

 

- pêssegos amarelos, cheirosos, peludos, os tais dos maracotões, de polpa rija, directamente das Fazendas de Almeirim.

 

Clique aqui para se inscrever no nosso site e assim receber a nossa newsletter semana l!

 

Cique aqui para encomendar um cabaz para recolha ainda esta semana. Lista de pontos disponíveis para recolha está disponível no nosso super site!

 

Boa semana e até já!

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Já repararam que o mês de Maio é repleto de acções de sensibilização para prevenção de variadíssimas doenças? De todas elas, hoje venho vos falar das doenças cardiovasculares, ou seja, as doenças de coração. Em 2016, segundo dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), as doenças do aparelho circulatório representavam cerca de 30% das mortes registadas em Portugal, isto é, 30 em cada 100 pessoas faleceram devido a algum problema de saúde com origem no aparelho circulatório!

Um dos problemas de saúde, que tem vindo a aumentar nos últimos anos, e que a maioria da população não dá grande importância é a Hipertensão Arterial, isto é, tensão alta. Já ouvi inúmeras causas (relatas pelas pessoas) para justificar aquela medição de tensão ser superior às realizadas anteriormente mas no fundo o que aquela medição de tensão significa é: “Cuidado com o teu coração”.

Mas sabiam que existe uma dieta que ajuda a controlar a hipertensão arterial?! Não é uma dieta daquelas que quase todos nós concebemos nesta altura do ano para perder os kg ganhos no Inverno, mas sim uma alimentação, estudada e comprovada! que visa a melhoria do estado de saúde.

A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) reside em:

  • Elevado consumo de frutas e produtos hortícolas, especialmente os que são fontes mais ricas de potássio e magnésio (banana, pêssego, tangerina, espinafres, brócolos, cenoura e couve-galega);
  • Elevado consumo de cereais integrais, como por exemplo pão integral, de centeio e de mistura. Estes, por possuírem um teor mais elevado em fibra alimentar, promovem a saciedade por mais tempo;
  • Consumo moderado de leguminosas secas, nozes e sementes de oleaginosas;
  • Diminuição da ingestão de gordura saturada (queijos, banha, carnes gordas) e consumo moderado de lacticínios magros, carnes brancas e pescado, o que poderá auxiliar na redução de colesterol (total e LDL);
  • Diversificar os métodos de confecção culinária (cozidos, grelhados, estufados, assados no forno com pouca gordura);
  • Diminuição/Restrição do consumo de sal e/ou sódio alimentar, dando preferência ao uso de ervas aromáticas e/ou especiarias;
  • Restrição do consumo de álcool, açúcar e de todos os produtos açucarados, incluindo bebidas;
  • Escolher a água como bebida de eleição, seja na forma de chás sem adição de açúcar ou águas aromatizadas sem adição de açúcar.

 

Mais do que uma dieta, é um estilo de vida! E já que o mês de Maio vai a meio, porque não desafiar-se? Experimente este estilo de vida nos próximos 15 dias e sinta o seu coração ficar feliz!

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Olá :)

Esta semana é uma semana das duras. Pois que temos tudo cheio de ervas daninhas e, como de costume, lá vamos ter de andar de rabinho no ar (a dar a ar) a dar conta das danadas. Nem nos importamos muito com elas, ou melhor, importamos, mas também não fazemos nenhum drama. É que preferimos estas meninas a pragas. 

Falando em pragas: nós somos uma, mas das boas. É que esta semana fazemos sete aninhos de cabazes na zona Oeste. Começamos por Alcobaça, a nossa terra-mãe que nos deu a mão (mais concretamente deu-nos um espacinho no estacionamento da Cooperativa Agrícola) e daí seguimos para onde nos foram chamando. E nós fomos ficando :) Alcobaça, Leiria, Marinha Grande. Depois Caldas da Rainha e Lisboa. E ainda damos uma perninha à Batalha, desde o ano passado, e estamos a começar a dar os primeiros passinhos noutras duas localidades pelas mãos de pessoas que mesmo mudando de vila não passam sem os nossos produtos e sem a nossa equipa - porque isso também conta e nós sabemos e temos muito orgulho em sermos estimados e, sim, somos acarinhados onde quer que vamos, por muitas, muitas pessoas.

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Créditos da Foto: David Sineiro | Fotografia

 

Continuando a história das pragas, destes últimos sete anos, nem nos podemos queixar muito porque o que nós gostamos é de rir. É que nem dá para outra coisa, ora atentem. Algumas pessoas da concorrência lêem a nossa Newsletter e visitam a nossa página de encomendas mais vezes do que nós próprios (parece impossível mas não é). Até houveram umas almas que encomendaram cabazes e até os recolheram. Ficámos contentes: a quanto mais pessoas conseguimos chegar, melhor :D  


Nós - e nunca o escondemos - quando começamos, andávamos à rasca porque não sabíamos bem como se ia processar tudo (produção, logística, distribuição). Pedimos ajuda a quem já fazia este tipo de coisas há mais anos que nós, no estrangeiro. Ficámos mega contentes quando nos convidaram para os visitar e perceber como trabalhavam. Por sermos teimosos ou por termos medo de não estar à altura, não fomos. Mas mantivemos o contacto e a ajuda foi preciosa, nas mais variadas áreas. Por ter sido isso mesmo - preciosa - quando nos pediram ajuda para montarem projectos como o nosso um bocadinho por todo o nosso país, nós demos (e damos) a mão. Sempre, sem excepção. Porque sabemos o quão é difícil fazer isto. E porque sabemos que chega para todos. Quando nos pedem recomendações de serviços iguais ao nosso em zonas nas quais não conseguimos entregar nós recomendamos não só os projectos que ajudámos a pôr em funcionamento como também outros que se pautem por honestidade, transparência, seriedade e vontade de fazer o bem e o certo sem prejuízo do consumidor. Sempre.


Tem sido uma aventura e uma aprendizagem diárias, com altos e baixos, com sentimentos novos e vontade de fazer o certo mesmo quando às vezes, revoltados com certas coisas a que assistimos, tenhamos zero motivação para isso. Mas pomos para trás das costas porque o caminho é todo para diante e quanto menos peso levarmos às costas, melhor que isto não anda nada bom para os bicos de papagaio.


Esperamos continuar a contar convosco, com o vosso carinho de sempre, com as vossas encomendas e até com as vossas reclamações (já recebemos uma esta semana e tudo!) e sugestões (dois pedidos especiais, e a um deles até já atendemos porque arranjámos gengibreeee!!!) que são o que nos dá alento e muita força para sermos melhores e fazermos cada vez melhor.


Esperamos continuar a contar convosco, com os beijinhos e sorrisos com que recebem cada um dos nossos colaboradores, fazendo com que cada um de nós se sinta um bocadinho parte das vossas famílias.


Do nosso coração para o vosso: um agradecimento gigante por estarem sempre connosco, às vezes até do outro lado do Atlântico, dizendo-nos o quanto sentem falta das nossas hortaliças.


E agora, o cabaz :)

 

Cabaz Grande - batatinha branca para assar, cebola nova, couve-coração, tomate, brócolo, curgete, alho seco, alface, maçã, laranja e kiwi.

 

Cabaz Médio - batatinha branca para assar, cebola nova, couve-coração, brócolo, curgete, alface, maçã e laranja.

 

Link para encomendas: clique aqui :)

 

Até breve!

 

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O José Cid é fã - ele queria favas com chouriço, "o meu prato favorito / quando chego para jantar / quase nem acredito!" e o Vasco Graça Moura também: "espero que me calhe aquela fava / que é costume meter no bolo-rei: / quer dizer que o comi, que o partilhei / no natal com quem mais o partilhava" (in 'O Retrato de Francisca Matroco e Outros Poemas´) e este ano parece que toda a gente se lembrou disto tudo, de repente, e de mais alguma coisa e de pedir favas a torto e a direito porque elas entram no nosso armazém e voam. E o que é bom voar :)


Assim, atendendo aos muitos pedidos - não sabemos como ainda não houve nenhum motim - esta semana há favas frescas para todos nos nossos queridos cabazes. Só têm um defeito: vão por descascar. De resto, meus amores, tirem-lhes a casquinha, ponham-nas de molho, cozam-nas, guisem-nas, eu sei lá, mas aproveitem, que estas meninas são um regalo e nem sempre temos colheitas deste gabarito. Amanhem-se :D



Quem também tardou em chegar aos cabazes (embora tenham dado o ar da sua graça no passado mês de Março) foram também os nossos ricos brócolos. Só quem já os provou sabe do que falamos. Melhores que bolo-rei. Melhores que chouriços. Ai, senhores. Primeiro o Senhor Daniel lastimava-se que os desgraçados nunca mais andavam (que é como quem diz que os sacanas não cresciam), agora lastima-se que vem tudo de uma vez. Vá-se lá entender um - o nosso Pai Agricultor com o bigode mais fixe dos bigodes todos - e outro - neste caso outra, a Pachamama ou, como lhe chamamos aqui na Europa a Mãe Natureza.



E pronto, mais uma semana que correu bem. Também não podia ser de outra forma porque se há coisinha que esta equipa sabe fazer bem é correr :) 



Até breve, certo? Certo :)

 

art-background-blur-255441.jpgPhoto by Pixabay from Pexels

 

Cabaz Grande - batata, cenoura, nabiça, fava, brócolo, alho-francês, alface, pêra rocha, maçã royal gala, clementina e ramo de coentros (ou salva, se preferir).

 

A composição do cabaz médio está disponível para consulta no nosso super site de encomendas :)

 

 

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Que semana esta. Andamos super atarefados com as nossas couvinhas que, com este calor, começam a ser assoladas por pragas de mosquitos e outras coisas piores mas nada que os nossos profissionais de serviço - os agricultores - não consigam resolver :)

A próxima semana também promete ser bem agitada pois que a nossa plantação de cebolas está cheia de ervas daninhas e vamos ter de arrancar - as ervas e as cebolas - à mão. A juntar a isso será também uma semana de plantações pois que os últimos quinze dias não tiveram dias suficientes para nos deixar fazer tudo.

Vem aí muito trabalhinho, mas andamos muito contentes e felizes pois está tudo a correr além das expectativas. 

Assim sim :)

 

Cabaz Grande - batata vermelha lavada, cebola nova, cenoura, espinafre de folha longa, curgete, cogumelo branco, alface, couve-flor, kiwi, maçã royal gala e clementina.

 

O médio não leva cebolas, não leva couve-flor nem kiwi.

 

Encomendas aqui!

 

Até breve :)

 

Nota: não sabemos por quanto mais tempo haverão clementinas portanto é aproveitar enquanto as há!  O mesmo acontece com os abacates que se encontram para encomenda extra-cabaz!

 

jonathan-pielmayer-176664-unsplash.jpgPhoto by Jonathan Pielmayer on Unsplash

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Os nossos limões são feios.

Os nossos limões são grandes.

Os nossos limões são tudo isso mas também são de um cheirinho e de um sabor inexplicáveis.

E isso acontece porque os nosso limoeiros têm liberdade total para crescerem quanto e para onde quiserem ao ritmo que bem entendem. 

Os nossos ricos limões!

 

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O Dia da Terra foi celebrado pela primeira vez em 1970. Foi assinalada esta data - que, felizmente, continua a sê-lo, a cada ano que passa, de forma mais assertiva - para consciencializar cada um de nós para a importância de apoiarmos a protecção ambiental. À época muitos de nós não eram nascidos, e muitos de nós não sabiam nada do que acontecia "lá fora". À época muitos de nós viviam "para dentro" porque o regime em que nos encontrávamos assim o exigia. À época, para nós portugueses, isto não fazia sentido nenhum, porque o sentido era só um e ai de quem o contrariasse. Ainda que nós, portugueses, não tivessemos a mínima noção, em 22 de Abril de 1970, nos Estados Unidos da América, e um pouco por todo o mundo onde não se vivia em ditadura, milhares de pessoas saíram à rua para se manifestarem: era urgente parar ou minorizar o impacto de 150 anos (sim, cento e cinquenta!) de desenvolvimento industrial. Entretanto passaram outros 50 anos e parece que está quase tudo na mesma "como a lesma". Ou será que não?
 
 

O Dia da Terra é hoje um acontecimento global, marcado pela participação de indivíduos de todo o mundo com um mesmo objectivo: proteger a terra das agressões que nós humanos lhe temos vindo a inflingir ao longo das últimas décadas. É um dia de acção, de consciencialização. É dia de agir. É dia de questionar. Dia de reflectir.

 

 

A verdade é que o tempo se está acabar. Andamos há demasiadas décadas a brincar com um assunto tão sério como este, em prol do tal do desenvolvimento económico.
 
 
As escolhas diárias de cada um de nós afectam sempre o nosso planeta. Não interessa se a uma escala maior ou menor. Afectam. Ponto. O que pudermos fazer para reduzir o nosso impacto negativo nesta nossa breve passagem deve ser levado bastante a sério. Não somos gurus da sustentabilidade mas estamos activamente empenhados em deixar um legado melhor que do que aquele que encontrámos quando iniciámos este nosso projecto que tanto tempo toma nas nossas vidas.
 
 
Na nossa área em concreto - a alimentar - insistimos muito na questão das escolhas conscientes. E há algumas que podem começar já a ser feitas. 
 
➡️  Sempre que possível opte por escolher alimentos frescos de produção local e sustentável. Se não o conseguir fazer escolha um intermediário de confiança. O ideal será sempre conhecer o seu agricultor. Ou vários. Se for um dos verdadeiros, um dos sérios, não terá qualquer pudor em falar consigo sobre as suas práticas agrícolas. Os nossos falam e discutem e entreajudam-se. Os outros vão aos mercados abastecedores (nós sabemos porque vendemos num e não somos cegos) e dizem que é "daqui". Alimentos frescos de produção local e sustentável encontram-se junto dos produtores e o nosso núcleo tem, pelo menos, doze. Em conjunto reduzimos a pegada ecológica, fazemos chegar produtos frescos a mais pessoas e garantimos que os produtos que entregamos são de durabilidade superior à que se encontra disponível nas prateleiras dos sítios que vocês já sabem. Só isto, por si só, faz com que o desperdício alimentar seja inferior. 
 
➡️ Falando em desperdício alimentar: evite-o a todo o custo. Na realidade não é difícil, requer apenas muita prática. Sabe os talos dos brócolos que nunca usa? Pode começar a usá-los na base das suas sopas. Sabe as casquinhas das batatas? Existem mil receitas para aproveitamento das mesmas. Sabe as folhinhas da couve-flor? Pode fazer um esparregado ou juntá-las em juliana a um puré de batata. São milhentas as opções, basta que perca um bocadinho de tempo a pesquisar ou trocar ideias com os colegas de trabalho ou com os amigos ou com a família ou com eles todos. No fim, não perde nada. Só ganha.
 
➡️ Diga não aos sacos plásticos. No caso de dizer sim: higienize-os e volte a utilizá-los. E nisto chamamos a atenção para um defeito nosso: as nossas batatas e as nossas cebolas seguem sempre em saco plástico. E os agriões também. Estes últimos porque precisam de água no fundo do saco para não engelharem. Os primeiros porque não devem apanhar humidade - só assim conseguimos garantir a sua qualidade e durabilidade. Acondicione os tubérculos sempre fora do saco utilizado no transporte. E devolva-nos sempre o saco. Que nós higienizamos e voltamos a utilizar :)
 
 
 
Porque o que serve para fora, também serve cá para dentro, diariamente, na Dona Horta, estamos empenhados para que não haja desperdício ou, no caso de não conseguirmos, então que este seja o menor possível:
 
➡️ as folhinhas que sobram das nossas crucíferas, tubérculos que já não se encontram em condições, cascas e afins, são colocadas em palotes próprios e devidamente encaminhadas para alimento de galinhas, ovelhas e cabrinhas;
 
➡️ higienizamos e reutilizamos todas as embalagens que temos (e também as que nos são devolvidas mesmo que sejam da concorrência);
 
➡️ separamos e encaminhamos para reciclagem todas as embalagens que não podemos voltar a utilizar;
 
➡️ mensalmente publicamos um artigo de nutrição, em parceria com a Ana Pires, para ajudar os nossos amigos e fãs a terem acesso a informação fidedigna sobre algumas das suas escolhas alimentares, orientando para que estas sejam as melhores em função das necessidades de cada um.
 
 
Escolhas conscientes e informadas promovem não só um menor desperdício dos alimentos como também uma alimentação mais saudável. Tanto a primeira premissa como a segunda contribuem para que a nossa mais que tudo - a Terra - recupere dos danos que nós humanos lhe temos causado nas últimas décadas. Já pensaram se todos fizéssemos assim?
 
Grão a grão :)
 
 
Fontes:
 
 
 

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Já se sabe que nas semanas em que há feriados é sempre uma complicação com as entregas porque as carrinhas não são suficientes para irmos a todas as paróquias!

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Photo by Zbysiu Rodak on Unsplash

Esta semana será assim:

- terça-feira: vamos à Marinha Grande, à Batalha e a Leiria.

- sexta-feira: vamos a Alcobaça e a Leiria.

 

Não conseguimos fazer as entregas em Lisboa. Quanto às entregas nas Caldas amanhã comunicamos :)

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Dona Horta

A Dona Horta é um serviço de entrega de produtos frescos, naturais e saudáveis. Preparamos todas as semanas cabazes de fruta e hortaliças da época e entregamos em locais e horários pré-definidos. Este método único reduz significativamente a pegada ecológica associada à distribuição e promove uma maior aproximação entre consumidores e produtores nacionais. Mas mais importante, a Dona Horta ajuda a melhorar a dieta e bem estar da sua família. Tudo o que precisa de fazer é saborear o melhor da nossa terra, pois nós tratamos do resto! Visite-nos em www.donahorta.pt



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