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Dizemos, desde sempre, que o nosso ano novo começa em Setembro. 

 

É nesse mês, o tal do Setembro, que fechamos o ciclo de plantação das nossas verduras nos campinhos e subimos com toda a nossa artilharia - boa disposição incluída - para os altinhos. Para trás, lá nos terrenos onde temos regadio, deixamos algum chão de pousio e outro chão com cereais, que bem falta fazem, não só para a rotação de culturas indispensável à boa manutenção dos nossos solos, como também à nossa economia, que é também vossa, dado que, infelizmente, as quotas de produção conhecidas no nosso país, chegam a ser vergonhosas perante as nossas necessidades globais, desde a alimentação humana à alimentação animal.

 

Dizemos, desde sempre, que o nosso ano novo começa em Setembro. Mas sabemos que o ano de algumas das pessoas mais importantes da nossa vida empresarial - os nossos clientes - começa no dia 1de Janeiro e queremos que saibam que em 2022 tencionamos continuar a marcar presença - e positiva! - nas vossas vidas nem que seja com estas publicações mais ou menos iradas que fazemos aqui no nosso blogue.

 

Começamos por vos dizer isto: queremos deixar aqui escrito, porque é mesmo muito importante, o nosso eterno agradecimento póstumo à D. Isabel Grosso, uma das pessoas que mais nos ajudou nos últimos anos. Para além de nos auxiliar a fixar o nosso ponto de recolha na vila da Batalha, dando-nos, assim, a oportunidade de chegar a mais pessoas (que continuam a ser, desde o dia um, sempre - mas sempre - super queridas connosco), permitiu-nos tornarmo-nos verdadeiros profissionais no que ao fornecimento de creches e jardins escola diz respeito. A qualidade sempre foi aposta da nossa estrutura, desde operadores de mercado grossista a consumidor final. Ajudou-nos, e não foi pouco, a querida Isabel, e sua mega profissional equipa do seu infantário, a afinar calibres e a tornar a experiência da nossa entrega bem boa para todos os intervenientes, por via do diálogo e, com o passar dos anos, por via da amizade.

 

Que nunca se vá a internet e que nunca se esfume o nosso blogue para que possam ler sempre sobre o quanto as pessoas que nos rodeiam nos importam. Isto é-nos intrínseco desde o primeiro dia.

 

Queremos brindar aos nossos clientes, aos de agora e aos de sempre, que depositam na nossa equipa, ano após ano, já há dez anos - e a caminho dos onze - confiança. Elegerem-nos para fazer chegar até vós os produtos que alimentam as vossas famílias, as pessoas mais importantes das vossas vidas, é, sem qualquer margem para qualquer dúvida, um enorme privilégio que tentamos honrar todas as semanas.

 

Temos estado cá para encontrar uma solução de entrega para as famílias confinadas. Que foram raras as vezes que não conseguimos, independentemente dos constrangimentos e limitações que pudessem existir da nossa parte (sim, sabemos e assumimos que também os temos). 

 

Temos estado cá para fazer chegar a famílias carenciadas, sob vossa indicação, legumes e frutas frescas e deliciosas, porque há agregados familiares com muitas dificuldade e foi de lágrimas nos olhos e corações a bater forte que nos juntámos, por várias ocasiões, a estas causas.

 

Temos estado cá para nos adaptarmos quando surgem imprevistos nas vossas vidas e temos estado cá, de viva voz, para indicar que às vezes também nos trocam as voltas e que precisamos da vossa colaboração para isto ser uma experiência fixe para todos os envolvidos.

 

Nos últimos tempos deixou-nos deveras contentes voltar a ter encomendas de clientes que não nos encomendavam nada há meses ou há séculos! Aye, se vocês soubessem como ficamos alegres! Sabemos que em 2020 e 2021 apareceram muitos projectos semelhantes ao nosso que cativaram alguns seguidores. Na Dona Horta acreditamos que a concorrência não torna só os clientes - os deles, os nossos, e todos de uma maneira geral - mais exigentes: torna, também mais exigente, mais assertiva, mais lutadora, mais crente, mais resiliente!, a nossa própria estrutura. Recebemos cada contacto, cada email, cada encomenda, passado aquele tempo todo, orgulhosos e cheios de esperança, porque afinal temos um serviço que vos é querido e necessário, uma equipa ao vosso dispor, que gosta do que faz, e que continua a dedicar-se e que se preocupa. E que bem que sabem estas  vitórias e estas sensações de estima!

 

Sabemos que temos sido, somos  e esperamos continuar a ser os vossos olhos e as vossas mãos no que à escolha de frutas, legumes e cheiros diz respeito. Erramos como qualquer ser humano, temos dias terríveis como qualquer ser humano, mas acreditamos ter tido a capacidade de encontrar soluções para responder às vossas necessidades e (des)contentamentos. Gradualmente, temos encontrado soluções internamente, com a vossa colaboração, com a colaboração dos nossos parceiros, com quem percebe do assunto, e que conta para as nossas contas para que "isto" continue a fazer sentido. Não queremos deixar de gostar de fazer isto. E, até ver, gostamos mesmo muito, independentemente das cefaleias para as quais às vezes chá nenhum é remédio!

 

2022 vai ser um ano de desafios mais que muitos. As vendas andam péssimas em todos os sectores, toda a gente se queixa (e com razão). Tem sido uma bazuca de desperdício todas as semanas. Se calhar devíamos apostar em semear virtualmente hortacoins. Mas o tempo já é tão escasso até para pormos mais uma cavaquinha ao lume no intervalo de vos escrever estas coisas, quanto mais nos metermos em aventuras dessa dimensão. Vamos ter, e que corra tudo bem, aiaiaiaiai, durante umas semanas, a nossa Joana em casa, a cuidar de uma sementinha que se encontra em germinação, e portanto alheia às couves, aos morangos e ao telefone e ao email. Provavelmente, ali entre Abril e Maio, estaremos sem operar (talvez duas semanas, não sabemos) nas entregas dos cabazes, para que a equipa disponível e super operacional, nessa ocasião, consiga cuidar do que planeamos plantar nos campinhos. Sabemos que só assim conseguiremos fazer-nos valer uns aos outros nos diversos serviços que temos para fazer na Dona Horta. A juntar a isto, rezamos para que continuemos a passar entre os pingos da chuva do malvado (ou será malvada?) Omicron e contamos ainda estar todxs tesxs para ir ao campo dar uma ajuda nas colheitas por ocasião do Ramadão. Há a expectativa de integrar muito em breve na nossa equipa uma pessoa de outras bandas e credos e estamos super felizes por termos a trabalhar connosco, actualmente,  pessoas humildes, generosas e respeitadoras, que acreditam que as escolhas individuais de cada um que possa juntar-se a nós, sejam elas sociais ou religiosas, não interferem no seu profissionalismo, dedicação ou bondade ou espírito de equipa. Isto tem muito valor para a nossa estrutura tendo em conta o meio em que estamos inseridos e as barbaridades que às vezes ouvimos aqui e ali!

 

Mas não pensem que por estes lados é tudo rosas ou tudo muito racional porque também tivemos a nossa dose de urtigas e infestantes em 2021. A maior delas todas foi ver uma parceria ir por água abaixo, fazendo com que os prejudicados fossem, mais uma vez, os nossos clientes de Lisboa. É um negócio que continua enguiçado e não há defumadoiro nem benzedura que resolva. Se por um lado a plataforma parceira nos informou que  * até retomarem a operação com a Dona Horta * existiria um segundo operador a assegurar a preparação e entrega de cabazes (e reiteramos, mais uma vez, que vemos a concorrência como algo saudável), o mesmo não sucedeu na comunicação aos clientes que, alguns deles, "eram nossos". Ninguém lhes disse - porque foi o feedback que nos deram (plural), logo que receberam a boa nova -  que era a solução encontrada pro-vi-so-ria-mente enquanto não se retomava a operação, porque faltavam uma ou duas coisas importantes.  Gerou, por estes lados, como devem imaginar, um desconforto gigante e horrível. Gerou tristeza, desilusão e descrédito, não só nas nossas capacidades (será que isto tem sempre de correr mal na capital?) como também na dedicação e palavra das pessoas que faziam a ponte entre nós e os clientes de Lisboa. Surgiu, inclusive, e isto deixou-nos igualmente tristes, a possibilidade de outra parceria para Lisboa e arredores, à qual dissemos que não, peremptoriamente, por respeito aos primeiros parceiros,  já decorriam as entregas em Lisboa. Recebemos chamadas e emails de clientes habituais e super fãs da Dona Horta, já de outros tempos, a perguntar o que se estava a passar. Olhem, nem nós sabíamos. Mas que nos sentíamos envergonhados, sentíamos. Sabíamos que, como dizemos tantas vezes, "chega para todos", mas não sabíamos que afinal não chegava para nós, primeiro porque tínhamos ficado para segundo, segundo porque a desilusão foi tão grande que até ao penúltimo dia de 2021 nos foi difícil lidar com isto sem nos sentirmos angustiados. Faltou-nos a ousadia para dar algumas respostas mas fez-nos sentido o silêncio e o recato para avaliarmos e aprendermos para diante. Ficámos apenas com um grande vazio e sensação de que não devíamos, nem podíamos, nem tínhamos de ser nós a esclarecer a quem quer que fosse eventuais falhas de comunicação, independentemente da motivação da mesma. Se nós não gostamos que terceiros mandem no nosso serviço, íamos nós dar ordens na casa e comunicação dos outros? Era o que mais faltava. Não pensem, no fim destas linhas todas, que desejamos mal a um interveniente que seja, muito pelo contrário. É que, não esqueçamos, o amor maior é um: a mãe natureza e os recursos e ferramentas que ela nos dá para fazermos chegar a mais pessoas o que tão bem e tão bom se faz por cá. Claro que, modéstia à parte, na parte da frescura e do copy nós seremos sempre vencedores! E somos vencedores também na parte em que fazemos questão de deixar esta agrura em 2021, estando presente em 2022 apenas como uma grande e valiosa lição que jamais esqueceremos.

 

Vai ser sempre super importante a satisfação de cada indivíduo que lida connosco, seja em que plataforma for. Vai ser sempre super importante que nos taguem nas redes sociais - excepto naquelas dos encontros, dispensamos, está bem? -, que nos recomendem aos vossos amigos e familia (mesmo aquela tia que não percebe nada de internet e que só quer maçãs se forem daquelas que nunca há), que nos digam quando alguma coisa corre menos bem e que nos digam também quando corre bem porque às vezes também precisamos de uma massagem ao ego! À fruta não recomendamos, nem massagens nem apertos, ok?

 

Convosco estaremos em 2022, com pequenos passos em direcção ao futuro que se adivinha nebulado, mas com grande vontade de continuar a fazer o certo!

 

Até breve,

 

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Dona Horta

A Dona Horta é um serviço de entrega de produtos frescos, naturais e saudáveis. Preparamos todas as semanas cabazes de fruta e hortaliças da época e entregamos em locais e horários pré-definidos. Este método único reduz significativamente a pegada ecológica associada à distribuição e promove uma maior aproximação entre consumidores e produtores nacionais. Mas mais importante, a Dona Horta ajuda a melhorar a dieta e bem estar da sua família. Tudo o que precisa de fazer é saborear o melhor da nossa terra, pois nós tratamos do resto! Visite-nos em www.donahorta.pt