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Um destes dias chegámos a casa muito tarde, muito cansados e com muita vontade de comer um valente caril. Quis o destino - ou outra coisa qualquer que o valha - que tivéssemos a jeito uma couve-flor, das sobras. É que, como sabem, na Dona Horta, não só produzimos e temos disponível para encomenda os nossos produtos como também os comemos. A juntar a isso, nada se desperdiça. As sobras do dia são distribuídas pela equipa e assim evitamos desperdícios que, cada vez menos, fazem sentido.

 

Ingredientes:

 

1 couve-flor média, desfolhada, cortada em floretes todas mais ou menos do mesmo tamanho.

 

50 gramas de manteiga, preferencialmente sem sal (cortamos a olho da barra da manteiga, é mais coisa menos coisa)

 

150 gramas de lentilhas vermelhas (temos sempre em casa, adoramos leguminosas e estamos a trabalhar para ter uma grande variedade delas disponível no nosso site até ao fim deste semestre | usamos as de pacote, dos celeiros desta vida, mas também podem utilizar já cozidas)

 

1/2 copo de água quente

 

1 colher, das de sobremesa, de caril

 

1 colher, das de café, de gengibre

 

1 colher, das de café, rasa de piri-piri moído

 

200 ml de natas de arroz

 

3 colheres, das de sopa, de lascas de côco 

 

3 pés de coentros

 

sal e pimenta a gosto

 

E agora? O que fazer com isto?

 

Fácil!

 

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1. Lava-se a couve-flor. Até se pode deixar de molho uns minutos em água fria com uns pingos de vinagre de vinho.

 

2. Coloca-se a manteiga num tachinho a derreter. Quando assim estiver, juntam-se as especiarias. Quando estas começarem a perfumar a cozinha junta-se a couve-flor, escorrida e deixa-se até começar a dourar nas pontinhas.

 

3. Juntam-se as lentilhas, envolve-se. Quando ferver junta-se a água quente, as lascas de côco e tempera-se de sal e pimenta.

 

4. Aguardam-se cinco preciosos minutos e juntam-se as natas de arroz. Aguardam-se outros três minutos, desliga-se o fogão, juntam-se os coentros lavados e picados e voilá!

 

Acompanha com arroz da variedade basmati. Nós estávamos com tanta fome que fizemos logo no microondas.

 

Ah! Não tínhamos espinafres. Mas quando temos adicionamos os ditos na mesma altura que as lentilhas.

 

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Adoramos abóbora de todas as maneiras e feitios, seja para doces, seja para salgados, seja para estufados!

A abóbora menina que temos disponível para preparação desta receita é a menina (variedade) e foi o produto da semana, no decorrer da segunda (semana) de 2019. 

 

Como vos falámos antes, na nossa newsletter e também na nossa publicação via Facebook, a nossa plantação de abóboras de 2018 (sim, e a colheita também é desse ano, que carinhosamente armazenamos para dar para largos meses) sofreu logo ao início, uma praga de míldio antecedida de uma adaptação muito complicada das mudas das plantas ao solo. Não tivémos a produção esperada mas tivemos alguma e tem dado para o gasto. Ainda assim, conseguimos ter abóboras de polpa bastante laranjinha, com muito sabor, muito boas quer para compota quer para sopa. E é sopa que vos vamos dar esta semana :)

 

Ingredientes:

400 gramas de abóbora, sem casca, já cortada aos cubos

1 cebola grande, descascada, lavada e escorrida, cortada em gomos

2 dentes de alho, descascados, lavados e escorridos, cortados ao meio

1 folha de louro, lavada

1 lata, das de 400 ml, de leite de côco

1 colher, das de café, bem cheia de caril em pó

4 pés de coentros lavados, bem escorridos e picados

1 colher, das de sopa, muito generosa de manteiga

1 mão cheia de croutons ou pão torradadinho cortado em cubos (preferimos esta última opção e é a que usamos em nossas casas, para aproveitarmos pão que nos sobra)

sal grosso a gosto

pimenta preta moída grosseiramente

 

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Começamos por colocar a manteiga, sem medos, na panela da sopa. Seguimos com a panela para o lume (médio alto) e, quando a manteiga derreter, juntar a folha de louro, a cebola, o alho e a abóbora. Deixa-se refogar até que a cebola e a abóbora mudem de cor. Junte-se então o caril e sal grosso, perfume-se a cozinha e junte-se água quente de forma a que cubra a abóbora e não mais. Baixa-se o lume para médio e deixa-se que coza por 10 ou 12 minutos. Passado esse tempo, utilize-se a técnica infalível do garfo para se certificar que a abóbora está cozida. 

 

Quando a abóbora estiver como se quer - cozida, portanto - retira-se a folha de louro e tritura-se até fazer um puré, sem quaisquer grumos. Junta-se então o leite de côco e pimenta a gosto e, quando a sopa levantar fervura, está praticamente pronta, restando-nos agora completar a restante guarnição e saboreá-la bem quentinha.

 

Distibui-se a sopa pelos pratos fundos de cada um, perfuma-se com os coentros e reforça-se com o pão torrado. Um mimo!

 

 

 

 

 

 

 

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Poizé! Retomamos a rubrica das receitas que tem andado meio apagada. De Inverno é-nos mais fácil fazer estas coisas porque o dia vai-se mais cedo e somos obrigados a recolher à medida que o sol se vai... 

Assim, trabalhamos mais no sofá - que também temos um, ora essa :) - e pomos em dia as tarefas que, ainda que por vezes fiquem para trás, são igualmente importantes.

Esta receita de sopa de feijão dá um bocadinho trabalho, quanto mais não seja porque o feijão exige preparo. E é aqui que vamos ser muito chatos!

 

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O feijão que costuma ir nos cabazes é, por nós, carinhosamente chamado de feijão seco. Este feijão deve ficar de molho em água fria de um dia para o outro. E é logo todo, não caiam no erro de conservar metade para uma próxima cozedura porque só vão sujar mais uma panela e gastar mais água e energia.

No outro dia (ou seja, no dia seguinte ao feijão ter ficado de molho), escorre-se o feijão da água e não se aproveita essa água, sim? Coloca-se o feijão numa panela (se for de pressão, melhor!) coberto com água, uma cebola (descascada, sim?, mas pode ser inteira), uma folha de louro e sal. E deixa-se cozer. Quando estiver cozidinho, retira-se do lume e deixa-se arrefecer. E, para acondicionar (só quando já estiver frio), sugerimos que faça assim: escolha quatro recipientes, dois maiores e dois mais pequenos. Já vai perceber porquê!

Divida o feijão já cozido pelos quatro recipientes (o recipiente pequeno leva menos do que o grande, ok?). Reserve um grande e um pequeno para fazer esta sopinha hoje e congele os outros dois (que serão um grande e um pequeno) para fazer a mesma sopinha noutro dia que lhe apeteça.

Pronto, a parte chata já está!

 

Ingredientes:

1 cebola média, descascada e cortada em cubos

1 batata média, descascada e cortada em cubos

1 dose + 1/2 dose de feijão seco já cozido

1 cenoura grande, com casca (sim!) e cortada às rodelas

2 tomates com rama grandes, daqueles bem vermelhos e carnudos, como costumamos ter sempre (não se aproveita a rama, os tomates cortam-se em quatro ou em oito, como preferirem

2 dentes de alho, descascados

3 pés de coentros, lavadinhos e picados

1 mão cheia de cotovelinhos (massa)

azeite e sal a gosto 

 

Numa panela alta, colocar azeite (não tape só o fundo finamente, ponha mais um bocadinho). Quando este aquecer juntar a cebola, o alho, a cenoura, o tomate e a batata, para que refoguem no azeite. É nesta parte que começa a vir aquele cheirinho da cozinha da avó, asseguramos. Vá mexendo para não pegar e quando a misturada começar a mudar de cor verta para junto dela água quente (sim, quentinha, a mais quentinha que conseguir), até que todos os ingredientes fiquem cobertos de água. Junte sal, tape a panela e deixe cozer dez minutos em lume médio. Passado este tempo junte o recipiente maior de feijões! Deixe cozer mais cinco minutinhos ou até a batata e a cenoura começarem a ficar tenrinhas. Logo que isto aconteça, tire a panela do lume e triture. Rectifique de sal e volte a colocá-la ao lume (médio). Quando começar a ferver junte-lhe os cotovelinhos e os feijões do recipiente mais pequeno, coloque o lume no mínimo (para os cotovelinhos não se pegarem ao fundo da panela, pois!) e espere mais um bocadinho, só até que os cotovelinhos cozam (normalmente dez minutos chegam). 

Antes de servir esta sopinha a fumegar junte-lhe os coentros picados. Adoramos uma boa pratada desta sopa supimpa acompanhada com fatias de broa de milho, aquela que a Cristina amassa como ninguém. Experimentem. Vale mesmo a pena.

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Esta semana a acompanhar o cabaz segue uma receita super simples, para pôr em marcha as nossas curgetes, que nem são bonitas nem são feias, são o que se pretende: frescas e saborosas.

 

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Quem muitas horas passa de volta das panelas sabe que às vezes é (bem) difícil pensar no que se vai fazer para o jantar (dos miúdos), para a marmita (do maridão) ou simplesmente para despachar tudo relativamente cedo e conseguir aproveitar um sol maravilhoso sem cheiro de refogado.

 

Supomos então que, assim sendo, também entendam que nem sempre consigamos ter receitas novas, espectaculares, para usar todos os produtos do cabaz de uma vez. É uma tarefa quase hercúlea, à qual não nos negamos mas nem sempre conseguimos trabalhar este campo com o afinco com que trabalhamos o outro.

 

O que queríamos mesmo, esta semana, era ter uma receita para utilizar as nossas cebolas novas incríveis mas não pretendemos continuar a repetir as dos últimos tempos. Mas salientamos que a receita que ora segue acompanha muito bem com uma salada de alface perfumada com as ditas e um vinagrete de balsâmico e mel (que também podemos ensinar a fazer).

 

Ora cá vai, Curgete no Forno com Salmão!

 

Serão precisos quatro lombos de salmão, duas curgetes médias (ou uma das grandonas), três limões perfumados e uns temperos fáceis (sal, pimenta, azeite e salsa). O sal é grosso, a pimenta deve ser da preta (moída na ocasião), o azeite do melhor que houver (compensa sempre) e a salsa depois de lavada deve ser picada.

 

As curgetes devem ser lavadas, deve manter-se a pele e devem cortar-se às rodelas (quanto mais finas menos tempo precisam de estar no forno, fica a dica). 

 

Dois dos limões devem ser igualmente lavados e cortados em rodelas. O outro é para espremer e raspar.

 

Num tabuleiro dos que dá para ir ao forno, misture as rodelas das curgetes com as dos limões e tempere com sal, pimenta e azeite. Envolva com o auxílio de uma colher de pau (também pode ser com as mãos).

 

À parte tempere os lombos com sal e pimenta, envolva-os numa mistura de azeite, raspa de limão e salsa picada. Coloque por cima das rodelas e regue com o sumo de limão.

 

Leve ao forno, a 200ºC, até que a curgete fique cozinhada. Se não gostar do salmão muito "feito" deve retirá-lo antes.

 

Quanto à salada para acompanhar (alface e cebola picada), pode regá-la com o tal do vinagrete: 1 colher, das de sopa, de mel, 2 colheres, das mesmas, de vinagre balsâmico e mais duas de azeite. Misturar muito bem e espalhar por cima das verdinhas!

 

Por hoje é tudo :)

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Dona Horta

A Dona Horta é um serviço de entrega de produtos frescos, naturais e saudáveis. Preparamos todas as semanas cabazes de fruta e hortaliças da época e entregamos em locais e horários pré-definidos. Este método único reduz significativamente a pegada ecológica associada à distribuição e promove uma maior aproximação entre consumidores e produtores nacionais. Mas mais importante, a Dona Horta ajuda a melhorar a dieta e bem estar da sua família. Tudo o que precisa de fazer é saborear o melhor da nossa terra, pois nós tratamos do resto! Visite-nos em www.donahorta.pt